Empresa de leasing pode captar recursos emitindo LAM

As Letras de Arrendamento Mercantil (LAM), instrumento criado em 2008, é voltado especificamente para empresas que atuam no segmento de leasing. O instrumento, entretanto, ainda não é utilizado em larga escala. A posição no final de novembro na Cetip, que faz o registro das LAMs, aponta um estoque de R$ 1,09 bilhão, cifra relativamente estável nos últimos dois anos. Em operação desde o mês passado, a JSL Leasing optou por captar via LAM, além dos instrumentos usuais de captação de recursos, para alavancar suas operações de arrendamento mercantil de caminhões. “Não temos uma meta de captação, que ocorrerá conforme a necessidade da companhia e em operações de venda privadas, de forma semelhante aos CDB”, explica Osmar Roncolato, presidente da JSL Leasing. Para Roncolato, que também é presidente da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel), um dos motivos para a utilização ainda pequena da LAM é o fato de boa parte das empresas serem ligadas a bancos. “Elas têm outras fontes de recursos, instrumentos financeiros diversos para utilizar. Já as empresas de leasing ligadas a multinacionais utilizam recursos das matrizes”, comenta o executivo. O presidente da Abel vê o produto como uma alternativa para a diversificação de funding por parte das empresas, citando nomes como IBM Leasing, HP Leasing e CNH Leasing que, exatamente por não pertencerem a bancos, como potenciais candidatos a emitir o título. “Como presidente da Abel, trabalhamos para que haja mais estímulo para captações via LAM, produto ágil, dinâmico e com um custo de registro baixo, bastante adequado à atividade”, comenta Roncolato. 

Fonte: Site da Cetip, edição de 22/12/2014 

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